Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

13/07/2017

A hérnia de disco pode deixar o animal paraplégico ou tetraplégico e, por isso, requer muita atenção dos donos de cães. O tratamento com fisioterapia é recomendado e pode fazer o animal voltar a caminhar

Se o seu cachorro começar a ficar mais quietinho, ter medo de subir e descer do sofá, escada ou cama, ou andar incoordenado, você deve ter atenção. Se ele parar de caminhar, procure imediatamente um veterinário. Ele pode estar sofrendo de hérnia de disco. O tratamento adequado pode fazer com que seu melhor amigo volte a caminhar e tenha uma vida normal.

Existe predisposição racial nos Dachshund, Shih-tzu, Beagle, Poodle, Yorkshire, Labrador, Boxer, Pastor Alemão e nos vira-latas mestiços dessas raças. A hérnia de disco é uma doença pouco frequente em gatos, sendo as causas mais comuns de paralisia nessa espécie os traumatismos, infecções ou processos neoplásicos.

São dois os tipos de hérnia de disco:

Extrusão ou Hansen tipo I. São lesões de caráter agudo. No mesmo dia em que a lesão acontece, o paciente pode ficar paraplégico ou tetraplégico e apresentar, como sinais clínicos, desde dor na região da coluna, incoordenação motora, perda do controle de urina e fezes, até paralisia das patinhas e perda da dor profunda nos casos mais graves.

Essa lesão é mais comum nos cães de raças condrodistróficas (Dachshund, Shih-tzu, Beagle, Poodle e Pequinês). Acontece, principalmente, em cães de pequeno porte, com idades entre 3 e 8 anos. O tratamento dessa lesão pode ser com medicação, repouso, fisioterapia e acupuntura, e cirurgia. Quanto antes iniciar o tratamento, maior a chance de sucesso. Após a paralisia das patas, a chance do cãozinho voltar a caminhar com tratamento cirúrgico varia entre 50% e 80%, se operado nos primeiros dias após a lesão.

Protrusão ou Hansen tipo II. São lesões de caráter crônico com processo de evolução que varia de meses a anos. Acontece principalmente em cães de grande porte, como Pastor Alemão, Boxer, Labrador e Dálmata. Os sinais clínicos iniciam com dificuldade de caminhar. Eles passam a arrastar as patinhas. Pode evoluir para incoordenação motora, dificuldade de se levantar até paralisia das patinhas, perda do controle de urina e da dor profunda. O tratamento pode ser feito com medicação, fisioterapia e acupuntura. Dependendo do grau da lesão, pode ser necessária a cirurgia. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar que a lesão se torne irreversível.

Os pacientes com hérnia de disco podem ficar paraplégicos (paralisia dos membros pélvicos) em caso de lesão na coluna toracolombar ou lombossacra. No caso de lesão na região da coluna cervical, podem ficar tetraplégicos.

Se, mesmo com cirurgia e tratamento clínico, o seu pet não recuperou os movimentos, em casos da hérnia de disco por extrusão toracolombar grave, a fisioterapia pode desenvolver o caminhar medular. Esse tratamento estimula um andar a partir de reflexos e muito estímulo. Nestes casos, 50% dos pacientes apresentam resultado positivo. O tratamento na esteira aquática (foto) nestes casos é muito satisfatório e pode devolver os movimentos ao pet.

Além da esteira aquática, as opções de tratamento podem variar entre fisioterapia, acupuntura e ozonioterapia. Mas atenção: esses tratamentos devem ser realizados por médicos veterinários treinados e capacitados para atuar nessas especialidades.

Uma pergunta frequente nesses casos: A hérnia de disco pode levar meu animal de estimação à morte? Em alguns casos, devido à gravidade da lesão da hérnia de disco, pode ocorrer a morte da medula. Nesses casos, o quadro evolui para uma doença chamada Mielomalácea. Essa doença, que aparece entre o primeiro e o vigésimo dia após a lesão, pode sim levar o animal ao óbito. Por isso, é fundamental iniciar o tratamento imediatamente após detectado o problema.

A fisioterapia veterinária é uma especialidade que vem crescendo bastante nos últimos anos e ganhando espaço em diversas cidades. A Mundo à Parte, uma empresa especializada no tratamento de fisioterapia veterinária, conta com clínicas nos estados de RS, SC, PR, SP e RJ, e realiza o atendimento com equipamentos de última geração. Além do atendimento clínico, oferece treinamento e capacitação de médicos veterinários interessados em atuar na área de reabilitação.

Veja no link a seguir a história de superação do ET, um lindo vira-latas que voltou a caminhar e trouxe muita alegria para toda a família: https://www.youtube.com/watch?v=Yh3FaO-0CPA

E veja alguns pacientes reabilitados com fisioterapia veterinária em: http://mundoaparte.com.br/casos-clinicos/

 

Jennifer Hummel

Médica veterinária especialista em fisioterapia, acupuntura e neurologia

Sócia-diretora da Mundo à Parte

 

*Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, a opinião da Planeta Pet