Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação
Pitbulls estavam entre os cães que mais sofriam com as mutilações das orelhas Pitbulls estavam entre os cães que mais sofriam com as mutilações das orelhas

29/03/2018

Comum no passado, corte de orelhas, caudas, cordas vocais e unhas foi desestimulado

Com informações CFMV

Foto: Banco de imagens

Num passado não muito distante, era comum fazer cirurgias em cães e gatos para exibir seus animais dentro de parâmetros que tinham mero valor estético, como o corte de orelhas e rabos. No entanto, esses procedimentos provocavam intenso sofrimento a eles. E, por isso, há uma década, foram proibidos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

A Resolução CFMV nº 877 vetou a conchectomia (corte de orelhas), a cordectomia (retirada das cordas vocais) e a onicectomia (remoção das unhas). Mais tarde, outra resolução, a de nº 1027, proibiu também o corte da cauda (caudectomia).

Desuso

“Esses eram procedimentos ensinados nos cursos de Medicina Veterinária, mas, para vários profissionais, já era algo em desuso. Muitos questionavam o benefício que isso trazia ao animal. Depois da emissão dessa resolução, há dez anos, os médicos veterinários que ainda faziam essas cirurgias se sentiram reprimidos e entenderam que essa é uma coisa errada”, explica o presidente da Comissão Nacional de Bem-Estar Animal do CFMV (Cobea/CFMV), Cássio Ricardo Ribeiro.

Segundo ele, esses procedimentos causam dor e podem resultar em uma série de complicações pós-cirúrgicas. “Se o cão late muito, é uma questão de adestramento, de educação. Se o gato arranha o sofá, é porque essa é uma manifestação natural do felino. É uma questão de esclarecer o tutor e explicar que a mutilação não é a solução”.

Sanções

Médicos veterinários que desobedecem às determinações estão sujeitos a denúncias do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMVs) de seus estados e podem ser alvos de um processo ético-profissional. Se a intervenção for feita alguém que não seja um profissional da área, o autor pode responder por crime ambiental e exercício ilegal da profissão.