Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

03/09/2018

Um fator importante são as brincadeiras, que fazem com que os tutores se movimentem

Diversos estudos indicam que os animais de estimação podem trazer inúmeros benefícios para os humanos. Na terceira idade, porém, as vantagens de conviver com um pet são ainda maiores. A possível falta de ocupação diária e muitas vezes a solidão, colabora para que os idosos não se sintam motivados a fazer exercícios, manter cuidados com a casa e até sustentar vínculos sociais. A responsabilidade de cuidar de um animalzinho, o carinho e a companhia têm se apresentado como um ótimo remédio ou, ao menos, uma excelente vitamina para muitos idosos.

A recente pesquisa publicada pelo National Center for Biotechnology Information indica que idosos que têm animais em casa apresentam maior bem-estar físico e psicológico. Além disso, dois terços das pessoas na terceira idade consideraram os animais como seus "melhores amigos" e a "razão pela qual se levantam de manhã". Outros 75% consideraram sua saúde "excelente" com os pets. Tudo isso porque eles podem ajudar a diminuir o estresse, depressão, mau humor, insônia, falta de apetite e dor. Seguem algumas dicas de como promover esse convívio.

Saúde física

Pessoas com mais de 65 anos precisam de, pelo menos, duas horas de atividades físicas, uma vez por semana. Com a companhia dos pets, há uma justificativa para realizá-las, o que inclui caminhadas e corridas com o cão. Dessa forma, a atividade se torna muito mais agradável. Outro fator importante é o momento das brincadeiras com o pet, que faz com que os tutores estejam sempre em movimento.

Qual animal escolher?

É imprescindível que o animal não traga preocupações excessivas e desnecessárias para o idoso. Portanto, é necessário analisar as características de comportamento e a saúde do bichinho.

- O ideal é escolher animais adultos, uma vez que eles têm a personalidade mais desenvolvida e menos chances de apresentar um comportamento agitado (como destruição de objetos, incômodos causados por filhotes, etc). Ademais, a iniciativa estimula a adoção de animais que, infelizmente, tem poucas oportunidades de conseguir uma família.

- O tamanho é importante. É recomendável que o animal seja de pequeno ou médio porte, para que não haja risco de acidentes, devido à força do pet.

- É aconselhado que o animal não tenha raça definida. O chamado "vira-lata" é uma boa opção, já que tende a ser muito afetuoso e ter menos problemas de saúde. Durante o processo de adoção em ONGs ou abrigos, os profissionais podem indicar qual a é personalidade mais adequada para conviver com o idoso.

 

Carolina Rocha

Médica veterinária e fundadora da Pet Anjo,

plataforma de serviços que oferece Dog Walker,

Pet Sitter e Hospedagem Familiar

 

*Artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem, necessarianemte, a opinião da Planeta Pet