Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

24/07/2017

Estudos são feitos no Rio de Janeiro em cooperação com departamento do Uruguai

Da redação, com informações assessoria CNPq

Foto: Banco de imagens

Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em cooperação com o Departamento de Ciência e Tecnologia do Uruguai (DICYT), busca encontrar formas de reduzir perdas na pecuária dos dois países provocadas pelo carrapato bovino. Os estudos são apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Só no Brasil, que tem cerca de 170 milhões de cabeças de gado, os prejuízos chegam a 2 bilhões de dólares por ano. No Uruguai, o problema é parecido. Na região norte do país, por exemplo, de 60% a 70% das propriedades rurais estão infestadas. Em 12% delas, já ocorreram mortes de bezerros.

As perdas por lá atingem 50 milhões de dólares por ano – número bem menor que no Brasil, mas deve-se considerar que o Uruguai possui extensão territorial pouco menor que o estado do Paraná e tem, aproximadamente, 12 milhões de cabeças de gado, menos de um décimo do nosso rebanho.

O projeto é coordenado pelo pesquisador brasileiro Jorge Luiz da Cunha Moraes. Os resultados obtidos até o momento são considerados inéditos. Foram descobertos três compostos capazes de inibir uma enzima do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, o que abre boas perspectivas no controle do parasita bovino.

O último relatório da pesquisa apresentado ao CNPq informa que um ou dois pedidos de patentes serão feitos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) e ao órgão responsável no Uruguai.