Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

04/11/2017

Doença é provocada por mosquito-palha e pode levar animais e pessoas à morte

Da redação

Foto: Banco de imagens

Duas cidades paulistas estão atentas à leishmaniose. Orlândia, na região de Ribeirão Preto, confirmou casos em cães e Marília, na região Centro-Oeste do Estado, enfrenta um surto da doença, tanto em cachorros quanto em humanos.

A Prefeitura de Orlândia confirmou, no final de outubro, dois casos de cachorros infectados. Um deles morreu. A doença, causada pela picada do mosquito-palha (foto), provoca diversos sintomas, como febre, problemas nos rins, fígado e pele, feridas, apatia, perda de apetite e peso. Caso não seja tratada a tempo, o risco de morte é alto.  

A leishmaniose não tem cura, mas pode ser tratada. Não é contagiosa. Os humanos podem ser atingidos caso também sejam picados.  

O mosquito-palha se prolifera, principalmente, em áreas com matéria orgânica em decomposição. Veterinários recomendam evitar passeios próximos a locais úmidos, como charcos ou lagos, principalmente de manhã e ao final da tarde, além de manter os cães saudáveis, bem alimentados, vacinados e com controle de parasitas em dia. O sistema imunológico forte é uma das formas de prevenir a doença.

Outras medidas são instalar telas de proteção nas casas ou usar produtos, como repelentes e coleiras, que afastam o risco de aproximação do mosquito.

Marília

Outra cidade que se preocupa com a leishmaniose é Marília, a 320 quilômetros de Orlândia. Segundo o Ministério Público, Marília já notificou, neste ano, mais de 90 cães contaminados com a doença. Eles se tornam hospedeiros, o que facilita a transmissão para humanos.

Só agora em 2017, foram confirmadas 13 pessoas infectadas. A última foi no final de setembro. Um homem de 68 anos procurou uma unidade de saúde se queixando de febre, fraqueza e dor no tórax. Com aumento no fígado, precisou ser internado.

Não houve mortes de humanos na cidade. Mas a Secretaria da Saúde se mobiliza para evitar novos casos. Agora em outubro, por iniciativa de uma ONG, a Divisão de Zoonoses levou um grupo de estudantes da rede municipal para uma aula prática sobre a doença e a posse responsável de animais.

Também está havendo, nos bairros com casos confirmados, um reforço sobre prevenção e os procedimentos a serem adotados se alguém tiver os sintomas da doença.