Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

28/09/2017

28 de setembro foi a data instituída há dez anos em homenagem a Pasteur

Da redação, com informações das assessorias de imprensa

Foto: Banco de imagens

Em homenagem a Louis Pasteur, que morreu em 28 de setembro e foi o primeiro a desenvolver uma vacina eficaz contra a raiva animal, hoje se comemora o Dia Mundial da luta contra a doença. A data, instituída há exatos dez anos, é uma iniciativa da Aliança para o Controle da Raiva, instituição não governamental localizada na Escócia. A finalidade é incentivar campanhas pelo mundo todo para combater a doença, com apoio da Organização Mundial da Saúde.

Segundo a médica veterinária Daniela Baccarin, gerente de produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, a raiva se caracteriza por ser uma doença infecciosa aguda que compromete o sistema nervoso central. É causada por um vírus, que pode ser contraído por cães e gatos em contato com ratos e morcegos e transmitido aos humanos pela saliva e até por arranhões. “A mordida é a forma mais comum de transmissão”.

Não há cura. Animais e humanos podem vir a óbito em menos de uma semana. “Nos animais, a raiva provoca comportamento agressivo, dilatação das pupilas, hipersalivação, dificuldade para engolir, irritação, alteração na forma de andar, contrações musculares faciais e paralisia dos membros”, afirma ela.

O Brasil apresenta índices reduzidos da doença por causa das campanhas de vacinação, única forma eficaz de controle, já que não existe tratamento. Os animais devem ser imunizados anualmente, a partir do quarto mês de vida. E devem estar saudáveis no momento em que recebem a dose, para que o efeito seja efetivo, segundo Daniela.

Vacinação e higiene

O médico veterinário Paulo José Barros Magalhães, da clínica Cão Peão, de Barretos-SP, classifica a vacinação como um dos motivos para o aumento da expectativa de vida dos animais nos últimos anos. O segundo fator, para ele, são os cuidados básicos com higiene. E o terceiro, o avanço da tecnologia, que possibilita tratamentos cada vez mais eficientes.

Magalhães, que é especialista em cardiologia e odontologia, lembra que o acompanhamento da saúde dos pets começa com a primeira consulta ao veterinário, aplicação das primeiras vacinas e manutenção da higiene total – o que inclui a bucal. “O banho frequente possibilita ao dono monitorar e controlar parasitas como pulgas e carrapatos. Já a escovação dentária diária previne várias doenças que, se não tratadas, podem prejudicar diversos órgãos do animal”.

Bem nutridos

Para que a vacinação tenha uma reposta melhor, outra veterinária, Keila Regina Godoy, da PremieR Pet, cita três pontos fundamentais: a idade dos animais, se há doenças preexistentes e o estado nutricional. Ela afirma que “animais bem nutridos apresentam uma resposta mais adequada às vacinas de modo geral”.

Principalmente nos primeiros meses de vida e nas fases mais maduras do pet, a alimentação ganha importância. “Filhotes com apenas alguns dias de vida possuem um sistema imunológico ainda imaturo, enquanto nos idosos algumas células de defesa tornam-se menos ativas, o que pode deixá-los mais vulneráveis às diversas doenças, além de mais susceptíveis a infecções”.

Keila conclui dizendo que também devem receber especial cuidado com a nutrição os animais que têm sua imunidade prejudicada, como os gatos portadores do vírus da imunodeficiência felina (FIV) e do vírus da leucemia felina (FeLV).

“A alimentação é a principal responsável pelo fornecimento adequado dos nutrientes que servem de base para o bom desenvolvimento do sistema imune, pela multiplicação das células de defesa e pela formação de outras substâncias importantes para a imunidade. E, em casos de desnutrição, o primeiro sistema do organismo afetado é justamente o imunológico”.