Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

1º/10/2017

Mariana Serra, que enfrenta problema congênito, faturou 2º lugar na competição

Da redação, com informações da assessoria do Boldrini

Foto: Divulgação

A força para superar obstáculos esteve, mais uma vez, presente na vida da estudante Mariana Serra, de 12 anos, paciente do Centro Infantil Boldrini, em Campinas-SP. Ela faturou a segunda colocação na categoria Amazonas B do Campeonato Paulista de Amazonas. O torneio reuniu competidoras de todo o Estado de São Paulo.

Mariana, que é portadora de uma doença sanguínea congênita, descoberta quando ela tinha um ano de idade, participou, durante três dias, de disputas entre 52 concorrentes. Cinco delas foram para o desempate, que reúne apenas aquelas que não cometeram faltas nem derrubaram obstáculos. Mariana estava lá.

A mãe, Maura Serra, que acompanha a luta da menina para vencer a anemia e as crises de dor nos ossos, o que reduz a resistência para atividades físicas, comemorou muito. “A Mari passou por muitas crises, pneumonias e transfusões de sangue até chegarmos ao Boldrini. Ela sempre teve um amor imenso por cavalos, mas eu tinha muito medo. Sempre pensava como uma menina tão fraquinha poderia segurar um cavalo tão forte”.

O Boldrini é o maior hospital da América Latina especializado em oncologia e doenças do sangue em crianças. Atende cerca de 10 mil pacientes de diversas partes do país. A grande maioria (cerca de 80%) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A equipe responsável pelo tratamento da menina, apesar do receio de Maura, avaliou que o hipismo faria bem para fortalecer a musculatura de pernas e costas. “Em outubro de 2013, a Mari participou de sua primeira competição em varinha no chão pela Hípica Ribeirão dos Anjos Sapucaia. Desde então, vem evoluindo rapidamente. Se está cansada ou pálida, volta radiante e corada da aula. O esporte se tornou o principal motivo de alegria na vida da minha filha”.

Com a prática esportiva, Mariana está há três anos sem transfusões. As dores melhoraram. Outra conquista é que Mariana já consegue dar saltos de um metro com o cavalo, o que, no início, não era recomendado pelos médicos.

 “A sensação de bem-estar, acrescida do significado de realização pessoal, tem o poder de transformar a realidade. A busca do prazer desta conquista na competição traz um novo significado para a menor Mari, transmitindo-lhe coragem no enfrentamento dos momentos de dificuldade, ocasionados pela enfermidade”, diz a presidente do Boldrini, Silvia Brandalise.