Parceira: Agência Parceira RGB Comunicação

19/01/2017

Dados são de pesquisa feita pelo SPC Brasil em parceria com Confederação de Lojistas

Com informações SPC Brasil

Foto: Banco de imagens

Uma pesquisa feita com internautas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais brasileiras apontou que a maioria dos entrevistados não se planejou financeiramente para ter um pet: 60% dos ouvidos e que têm pets em casa disseram que a aquisição ou adoção de bichos de estimação não estava prevista no orçamento e 20% que extrapolam aquilo que o orçamento permite com o objetivo de agradar aos animais.  

Entre os motivos apontados para isso, estão acreditar que o pet merece (30%) e a sensação de felicidade proporcionada ao dono pela compra feita ao companheiro (24%). Os limites de gastos são ultrapassados principalmente com alimentos (35%), serviços de pet shops (22%) e brinquedos (20%). As justificativas para a falta de controle são variadas. As principais são achar importante ou necessário (37%) e a falta de hábito/disciplina para gastar de forma consciente (26%).

Outro dado apontado pela pesquisa é que 14% dos donos de pets estão com o nome sujo na praça justamente por ter assumido compromissos financeiros inesperados com os animais. Desses, 47% não estavam preparados e tiveram que recorrer ao cartão de crédito ou empréstimo com amigos.

Primeiramente, a pesquisa ouviu 796 consumidores no intuito de identificar quantos tinham animais. Na sequência, foi realizado um novo levantamento, dessa vez com 610 internautas, para saber as principais características dos donos. A confiança dos dados, pela metodologia aplicada, é de 95%.

Impacto da crise

A crise econômica atravessada pelo país influenciou nas compras de produtos para pets. A pesquisa demonstrou que 23% dos entrevistados que declararam ter animais de estimação diminuíram a aquisição de produtos e serviços em 2017. E que 81% costumam pesquisar preços antes de ir às compras.

"É visível que os efeitos da recessão, em maior ou menor grau, já alcançaram também o mercado de produtos e serviços pet. A tendência natural é que parte dos consumidores adote medidas de contenção, sobretudo eliminando gastos supérfluos, como muitos já vêm fazendo em relação a outros itens de consumo cotidianos", explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.  

Segundo o educador financeiro José Vignoli, não se deve deixar a emoção falar mais alto na hora de adquirir produtos ou serviços para os bichos. "Justamente por ser uma relação de carinho e cuidado, é normal a pessoa querer dar o melhor para o pet, sem se preocupar com valores financeiros. Mas os gastos precisam ser controlados mensalmente, assim como qualquer outra despesa da casa, para não chegar a comprometer o orçamento", explica. "Uma dica é evitar idas não planejadas ao pet shop e fazer uma lista antes de sair de casa, pensando em adquirir apenas o necessário. Outro ponto importante é formar uma reserva financeira para estar preparado em casos de emergência."